segunda-feira, 25 de abril de 2016

Dama da Meia-Noite - Resenha

Título: Dama da Meia-Noite
Autora: Cassandra Clare
Editora: Record
Ano de Publicação: 2016
Páginas: 574 - Edição de Colecionador; 555 - Edição Normal
Gênero: Fantasia, Ficção
Classificação: ✶✶✶✶✶


"Eu amo tudo em você, Emma. Eu amo o jeito como reconheço os seus passos no corredor do lado de fora do meu quarto, mesmo sem saber que você está vindo. Mais ninguém anda ou respira ou se move como você. Eu amo o jeito como você arfa à noite, logo antes de dormir, como se seus sonhos a surpreendessem. Amo o jeito como quando estamos juntos na praia, nossas sombras se fundem em uma pessoa só. Amo o jeito como você escreve na minha pele com seus dedos, e eu consigo entender melhor do que se fosse qualquer outra pessoa gritando no meu ouvido. Eu não queria amá-la desse jeito. É a pior ideia do mundo amá-la desse jeito. Mas não consigo evitar. Acredite em mim, já tentei".


Ah, Cassandra Clare! Sempre nos trazendo uma nova saga cheia de aventura e com um bom romance proibido no mundo dos Caçadores das Sombras. Para quem ainda não leu, os Caçadores são pessoas que possuem em seu sangue o poder dos Anjos e que protegem o mundo humano dos ataques de demônios e até de membros malignos do Submundo, como feiticeiros, vampiros, lobisomens e fadas. Na Saga dos Instrumentos Mortais, nos deparamos com o relacionamento incestuoso de Jace e Clary. Os leitores mais ávidos torturaram-se, torcendo para que os dois não fossem irmãos. E apesar da nossa querida autora ter resolvido o problema do casal com uma incrível maestria, nós sabemos que no fundo rolou um outro incestozinho na trama. Rsrs. 
Já na saga "As Peças Infernais", temos um envolvimento nem tão drástico assim, porém não menos perturbador. Tessa, uma de minhas feiticeiras favoritas, percebe-se no decorrer da história perdidamente apaixonada pelo rebelde Will e pelo romântico Jem. Seria uma história normal se os dois não fossem melhores amigos. E além disso, os dois são incríveis, cada um com suas qualidades e seus defeitos. Não queria estar no lugar da garota e ter que escolher entre eles. Mas, mais uma vez, Cassandra nos surpreendeu com a forma que finalizou a trama e com o desfecho do romance.

Em sua nova saga "Os Artifícios das Trevas", nos deparamos com o romance entre Emma e Julian. Fomos apresentados aos dois no último livro da saga dos Instrumentos Mortais e é claro que a Cassandra não ia deixar o romance deles ser mamão com açucar, né? Os dois são parabatais. Para quem ainda não leu nenhuma história da Cassandra, vou explicar sucitamente o que significa essa palavra. Em primeiro lugar, vá logo ler um livro dela, você não sabe o que está perdendo. Em segundo lugar, parabatai é um termo usado quando dois Caçadores de Sombras juram lealdade extrema um ao outro. Para tornar-se um, uma dupla de Caçadores participam de um ritual e são marcados com o símbolo do parabatai. Como a ligação é eterna, somente pessoas que possuem um vínculo muito forte acabam escolhendo essa opção. A partir desse momento, um sentirá a dor que o outro sente, a agonia, a tristeza, a felicidade, etc. Paralelamente, quando lutam juntos, eles ficam muito mais poderosos. E segundo a Lei do mundo criado pela autora, o amor entre dois parabatais é proibido e pode levá-los a expulsão de onde vivem, podem ser destituídos do título de Caçadores das Sombras e até serem presos ou mortos.
Mas vamos falar da nova trilogia? Resumidamente, a nova saga inicia-se 5 anos após o final de Cidade do Fogo Celestial, o último livro dos "Instrumentos Mortais". Emma Castairs, a protagonista durona da história e que teve seus pais mortos na trama anterior, busca respostas para o misterioso assassinato de sua família. Vivendo no Instituto de Los Angeles junto com Julian, seu parabatai, e os 4 irmãos mais novos do garoto, a heroína não mede esforços a fim de resolver o enigma que assombra sua vida. Paralelamente, também conhecemos o drama de Julian Blackthorn o garoto órfão que teve seu irmão mais velho, Mark, sequestrado pelas fadas 5 anos atrás e que consequentemente teve que assumir a responsabilidade por sua família aos 12 anos de idade.

A autora destas sagas incríveis tem um sério problema ao iniciar seus livros. Em todas as novas aventuras, o primeiro livro sempre tem um início maçante e "Dama da Meia-Noite" não foge deste roteiro. O começo é demorado e somos apresentados a alguns novos personagens de maneira maçante, porém necessária. Mas tenha fé, assim como tive com todos os livros. Ao final, você perceberá que o começo foi muito necessário para o bom desenvolver da trama.

Gostei muito da forma que a Cassandra amadureceu neste livro. Apesar de ser um romance juvenil, a história está longe de ser bobinha e melosa. O poder político ao qual os Caçadores das Sombras respondem, denominado Clave, mostra-se claramente como uma ditadura poderosa que não deve ser contrariada. Apesar deste tema já ter sido exaustivamente trabalhado em sagas como Jogos Vorazes e Divergente, a autora nos apresentou o assunto de uma forma diferente. A Clave já estava presente em todos os outros livros, mas nesse, pude sentir que está mais cruel e inflexível do que nunca. Porém, ao contrário das sagas concorrentes, a Clave não é um inimigo aos protagonistas. Ela é uma parceira, só que ao mesmo tempo graças a sua rigidez, acaba tendo que ser deixada de fora dos planos de nossos heróis. E paralelamente, lemos o livro com aquela angústia de que alguém descubra que tudo está sendo feito pelas costas do Governo.

Outro ponto curioso no livro é a introdução da personagem Cristina Rosales. A moça de origem latina chamou a minha atenção e tornou-se uma das minhas personagens favoritas da saga. A garota fugiu de sua terra Natal após sofrer uma traição de seu melhor amigo e veio refugiar-se junto a Emma e Julian. Durante a história, Cristina se apaixonará por um personagem que tem um romance homossexual dentro da trama. E o rapaz é bissexual e também demonstrará um interesse pela garota. Quero ler logo os próximos livros para saber como a autora resolverá esse sururu.
E por fim, as fadas são os seres que mais se destacam neste livro. Particularmente, adoro os personagens fadas e o jeito com que eles falam. Apesar de cruéis, tenho uma leve torcida para que tudo se ajeite e que eles voltem a se dar bem com os Caçadores das Sombras.
Esta nova trilogia tem muitas histórias paralelas para deixar o leitor de orelha em pé. O mistério que envolve Diana, a tutora do Instituto, o verdadeiro interesse da Caçada Selvagem (grupo de fadas que sequestraram Mark, o irmão de Julian), a magia negra que envolve a Dama da Meia-Noite, a personalidade distinta dos irmãos de Julian e a história de cada um deles, a doença de Arthur, o tio do protagonista e diretor do Instituto e é claro, o principal mistério do livro: Quem assassinou os pais de Emma? E por que esta pessoa continua assassinando fadas e humanos? Confesso que fiquei boquiaberto quando descobri quem era. Fui feito de tonto direitinho.

A leitura vale a pena. É emocionante, te prende e ao mesmo tempo que você quer terminar a leitura, também não quer, pois sabe que terá que esperar pelo menos mais um ano para o próximo livro.

Espero que tenham gostado e que corram para a livraria mais próxima para comprar o seu exemplar. A magia dos "Shadowhunters" está só começando e muitas águas vão rolar.
E não esqueçam de curtir, compartilhar e comentar na nossa resenha. Obrigado e até a próxima.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Vivian contra a América - Resenha

ATENÇÃO!!!

ALERTA DE SPOILER PARA QUEM NÃO LEU "VIVIAN CONTRA O APOCALIPSE".

                                                 

Título: Vivian Contra a América
Autora: Katie Colie
Editora: Agir Now
Ano de Publicação: 2016
Páginas: 29
Gênero: New Adult/ Distopia
Classificação: ✶✶✶



   “O arrebatamento previsto pelo Pastor Frick e pela Igreja Americana passou, deixando três mil Crentes desaparecidos ou mortos. As revolucionárias Vivian e Harp são as únicas que realmente sabem o que há por trás dos desaparecimentos e estão determinadas a expor os diabólicos poderes de manipulação da Igreja. Por outro lado, elas também precisam encontrar o crush de Vivian, Peter Ivey, que desapareceu sem deixar pistas de seu paradeiro”.


Para quem tem acompanhado o blog já sabem que eu amei o primeiro livro desta distopia, “Vivian Contra o Apocalipse”, achei essa obra incrível e fiquei aguardando ansiosamente a continuação, estava completamente doida para saber o desfecho dessa história. Infelizmente, achei que “Vivian Contra a América” deixou muito a desejar e não fez jus ao primeiro livro. Talvez eu tenha pecado pelas minhas expectativas que estavam altíssimas, até me prepararei emocionalmente para grandes emoções, no entanto, a continuação não me comoveu da forma como eu esperava, confesso que fiquei um pouco frustrada com esse desfecho. Mas vamos a história...

 No final do primeiro livro a Vivian descobriu que tinha uma irmã e que sua mãe estava viva. Magoada com a mãe e sabendo que ali não era o seu lugar ela mais uma vez foi ao encontro de sua fiel escudeira Harp, para juntas arranjarem uma forma de deter a Igreja Americana. Pouco depois disso, as duas descobrem que a Igreja inseriu anúncios e fotos suas em vários veículos de comunicação, agora elas são vistas pela sociedade como rebeldes e consideradas uma grave ameaça à Igreja e aos Crentes. O resultado disso é que agora elas estão na mira de muitas pessoas e correm risco de vida, precisam redobrar a atenção e tomar o máximo de cuidado para não serem pegas.

Nessa continuação são introduzidos alguns novos personagens, como Diego que é o namorado de Winnie, a irmã recém descoberta de Vivian, Amanda que é uma empresária muito influente e que patrocina um grupo de revoltados que pretendem acabar com a Igreja Americana, além de vários outros personagens que ganharam vida no segundo livro. Para buscar refúgio as meninas acabam se aliciando a milícia de Amanda, que tem como principal objetivo promover um ataque a base da Igreja. Porém, alguns acontecimentos e o encontro com pessoas importantes faz com que as elas fiquem em dúvida se de fato é isso que querem fazer, pois tal ato poderia iguala-las aqueles que elas tanto desprezam.

Uma das personagens que mais teve destaque nessa continuação foi a Harp, o papel dela foi fundamental nessa trama e contribui bastante para nos envolver ainda mais com a história, eu diria até que ela foi mais importante do que a própria Vivian. No primeiro livro eu achei o processo de amadurecimento da protagonista incrível, e isso foi uma das coisas que mais me encantou nessa trama. “Vivian contra o Apocalipse” diferente de outras distopias, não nos conquista por ser cheio de cenas de ação e estratégias mirabolantes. A Vivian não é uma guerreira perfeita e articulada como as outras, ela é muito mais real e próxima do leitor e isso me conquistou bastante, pois percebemos que apesar de sua coragem e determinação, também possui várias fraquezas, e que no fundo ela é apenas humana. Outra coisa que me conquistou foi a amizade dela com a Harp, é algo lindo de ver, mesmo tendo personalidades totalmente distintas, elas se completam e estão sempre presentes nos momentos mais difíceis na vida uma da outra.

Da mesma forma que o primeiro livro, esse também teve suas reviravoltas e algumas surpresas que nos pegaram desprevenidos. Agora que falei mais da história, acredito que devam estar se perguntando o que me fez dar uma classificação tão baixa para a história. Então irei enumerar a minha lista com 5 motivos, para expressar melhor a minha justificativa:

1.     Acho que a Katie Coyle acabou se deixando influenciar por outros livros do gênero e perdeu a originalidade de sua escrita. Muitas cenas descritas nesta continuação nos remetem a distopias como Jogos Vorazes e Divergente, e as semelhanças não são poucas;

2.     A Vivian deixou muito a desejar, eu esperava muito mais dela, senti que nossa protagonista estava muito apática nessa continuação. O que salva é a Harp que está surpreendente;

3.     Senti que algumas cenas foram inclusas no intuito de provocar emoções nos leitores, no entanto, essas cenas acabaram sendo forçadas e não me causaram nenhuma emoção;

4.     Ao meu ver a autora quis cumprir tabela de todos os itens presentes nas principais distopias, deixando a história muito artificial;

5.     Assim como os principais livros do gênero esse também foi marcado por várias mortes. Só que ao contrário de outras distopias, achei que aqui essas mortes foram totalmente fora de contexto e mal elaboradas.

Em contrapartida, gostei muito do modo como a autora continuou abordando o fanatismo religioso e de como isso pode repercutir de maneira negativa na vida das pessoas. A forma como ela descreveu os ideais dos lideres religiosos, o abuso de poder da Igreja Americana e a manipulação dos veículos de comunicação me agradaram muito e de certa forma contribuíram para que eu ainda permanecesse envolvida com a história, apesar de todos os pesares rs.

De qualquer forma quero deixar bem claro que essa é a minha opinião, o livro não agradou o meu gosto, mas mesmo assim eu indico que leiam e aproveitem para tirar as suas próprias conclusões, especialmente aqueles que já leram o primeiro. Aproveitem para deixar a opinião de vocês, estou ansiosa para saber o que acharam desta duologia. Um grande abraço pra todos vocês e até a próxima =)










quinta-feira, 7 de abril de 2016

Vídeo - Resenha dos Livros Lidos em Fevereiro - Parte I




Boa noite, pessoal.



Com muito orgulho, trazemos hoje para vocês o nosso primeiro vídeo. Suamos, rimos, choramos, brigamos, mas saiu. Com o tempo, pretendemos melhorar ainda mais e trazer vídeos com qualidades superiores a cada postagem.


Espero que gostem, que assistam, que se inscrevam no nosso canal e que comentem falando o que acharam.



domingo, 3 de abril de 2016

Mentirosos - Resenha

Título: Mentirosos
Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 270
Gênero: Young Adult / Drama
Classificação: ✶✶✶✶


Se eu pesquisar no Google "traumatismo cranioencefálico", a maioria dos sites me diz que amnésia seletiva é uma consequência. Quando há dano cerebral, não é incomum um paciente esquecer coisas. Será incapaz de reconstituir um relato coerente do trauma.
Mas não quero que as pessoas saibam que sou assim. Que ainda sou assim, depois de todas as consultas, todas as tomografias e todos os medicamentos.

Não quero ser rotulada. Não quero mais remédios. Não quero médicos ou professores preocupados. Só Deus sabe como já tive médicos suficientes.

Quem acompanha o blog, sabe que eu preciso sentir uma atração pelo livro para comprá-lo. Você pode me recomendar a melhor história do mundo: se eu for à livraria, olhar pra capa, ler a sinopse do que você me recomendou e não sentir aquele feeling, não vai rolar. O livro vai continuar lá e eu vou procurar outra história para conhecer. Com "Mentirosos", aconteceu exatamente o contrário. Esbarrei diversas vezes com esse livro em diversas prateleiras e nunca me interessei em levá-lo. Porém, depois de ler tantos relatos positivos na web, decidi dar uma chance para a história e conhecê-la melhor.

"Mentirosos" nos apresenta o mundo da família Sinclair (sou o único ser humano que ao ler esse livro lembrou do Bob Sinclair? Rs), uma família que busca demonstrar ao mundo que sempre está bem e que é totalmente inabalável.


Somos Sinclair.
Ninguém é carente.
Ninguém erra.
Vivemos, pelo menos durante o verão,
em uma ilha particular.
Talvez isso seja tudo o que você
precisa saber a nosso respeito.

Ao contrário da impressão inicial, a família Sinclair não é um núcleo ruim. Todos os verões, os familiares se reúne em sua ilha e vivem momentos incríveis. Durante a leitura, fiquei impressionada com a frieza que alguns personagens conseguem demonstrar diante de situações, no mínimo, embaraçosas. Os Sinclair são únicos e percebemos que vivem em um pilar que nada nem ninguém é capaz de derrubar.

E aí, conhecemos nossa jovem protagonista: Cadence. A garota sempre anseia pelo verão na ilha dos Sinclair para encontrar seus primos Johnny e Mirren, além de Gat, o sobrinho do novo marido de sua tia. Juntos, os 4 adolescentes formam o grupo "Mentirosos". Logo no início do livro, percebemos a energia que une os 4 jovens.As poucas cenas que ocorrem fora do verão, aonde o grupo não está junto, foram suficientes para que eu torcesse que nas próximas páginas houvesse logo a volta da turma para a ilha dos Sinclair

O livro é dividido em 5 partes e no final da primeira parte somos apresentados ao clímax da história: Algo aconteceu a Cadence e fez com que a garota perdesse a memória. Não entendemos muito bem o que houve, o único fato que temos certeza é que a garota começa a sofrer de amnésia , devido a tal incidente.

Durante toda a história, vivemos junto com Cadence, o período pós-amnésia, aonde a garota tenta se lembrar do que houve. A autora vai nos apresentando pouco a pouco os fatos que vão nos ajudar a elucidar o mistério do livro. Achei interessante como ao mesmo tempo que Cadence é uma protagonista forte quando está junto aos Mentirosos, paralelamente demonstra uma imensa fragilidade devido à sua saúde e suas condições psicológicas.

Outro ponto positivo deste livro é a escrita da autora. Tive a impressão de que a escritora sabe como nos tocar extraindo o mais bonito de cada frase com a conexão perfeita entre as palavras. Acredito que vocês só vão me entender lendo melhor a obra.

Porém, nem tudo são flores na trama. Como um leitor assíduo, desvendei o mistério de Cadence, ainda na parte 1. Alguns finais já estão muito manjados e a conclusão desta história é um deles. É claro que o término não deixa de ser emocionante e belo por causa disso, mas eu acho muito mais gostoso ler um livro e ter aquela surpresa nas páginas finais. Porém, a história é tão boa que nem isso nos faz querer abandonar a leitura.

E o final...ah, o final de "Mentirosos"...não tenho palavras para demonstrar o quanto doeu a forma como a autora terminou o livro. Para quem lê bastante e se apega muito aos personagens, prepare-se.

Esta obra foi um achado e tanto. Graças ao livro, mudei minha forma de pensar e agora ouço e muito a opinião das pessoas sobre o que estão lendo.

Para quem gostou da resenha, já leu o livro ou quer ler, deixe seu comentário. E se não gostou, pode deixar também.

E divulguem nosso blog! Estamos crescendo muito e isso, graças a vocês. Obrigado e até a próxima.

sábado, 2 de abril de 2016

A vez da minha vida - Resenha

Título: A vez da minha vida
Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Ano de Publicação: 2012
Páginas: 383
Gênero: Romance/ Chick Lit
Classificação: ✶✶✶✶




   “Certo dia, quando Lucy Silchester volta do trabalho, encontra um envelope de ouro no tapete. Há um convite dentro dele para se encontrar com a Vida. Sua vida.
Pode soar peculiar, mas Lucy leu sobre isso em uma revista. De qualquer forma, ela não pode ir ao encontro: ela está muito ocupada desprezando seu emprego, fugindo dos seus amigos e evitando sua família.
Mas a vida de Lucy não é o que aparece. Algumas das escolhas que fez – e histórias que contou – também não são o que parecem. Desde o momento em que ela conhece o homem que se apresenta como sua vida, as meias-verdades serão reveladas totalmente, a não ser que ela aprenda a dizer a verdade sobre o que realmente importa.
Lucy Sichester tem um compromisso com a vida. E ela terá que cumpri-lo.


Meu primeiro contato com essa autora foi através do livro “Simplesmente Acontece”, que foi uma leitura maravilhosa e que ganhou meu coração. Antes disso tinha um certo receio de ler os livros dela, pois infelizmente cai na bobeira de assistir ao filme “P.S. Eu Te Amo” antes de ler o livro. Resultado: Detestei a adaptação e fiquei cismada achando que o livro poderia ser tão ruim quanto.

Mas vamos falar de “A vez da minha vida” que serviu para reforçar ainda mais a minha admiração por essa talentosa escritora. O livro nos conta a história de Lucy Silchester que é uma protagonista bastante peculiar, acho que é meio impossível ficar no meio-termo com essa personagem, será do tipo 8 ou 80, ou gostará dela logo no início ou irá odiá-la rs. Felizmente, para mim, foi a primeira opção. Ela está passando por uma fase difícil e está bastante infeliz, por mais que não admita isso. Não conseguiu uma boa colocação profissional e embora tenha se formado, morado fora e ser fluente em 5 idiomas. Sua formação não foi o suficiente para conseguir um bom emprego e sua atual função é traduzir manuais de eletrodomésticos, sendo que uma parte deles devem ser traduzidos em espanhol (idioma que ela só sabe falar o básico e mesmo assim com certa dificuldade), porém, não foi o que ela disse na entrevista para conseguir o emprego. E essa é só mais uma de várias mentiras contadas por nossa protagonista.

Lucy possui muita dificuldade em expressar seus sentimentos e por isso acaba acumulando várias emoções. Mesmo estando cercada por amigos e seus familiares, ela não consegue se confidenciar com nenhum deles e isso aumenta ainda mais a bolha que ela construiu ao redor de si. E como se não bastasse ainda guarda os sentimentos e lembranças de seu último relacionamento amoroso, que mesmo tendo terminado há mais de 2 anos, ainda permanece vivo dentro dela. O convívio de Lucy com seus familiares também não é dos melhores, especialmente quando se trata da relação com seu pai que é um homem seco e bastante arisco, do qual ela nunca recebeu carinho ou até mesmo uma palavra de conforto.

Além de todo contexto apresentado acima a nossa protagonista é extremamente acomodada e enterrou seus objetivos a sete chaves, sua vida está totalmente estagnada e ela não faz absolutamente nada para inverter essa situação. Mas como diria Charlie Brown Jr: “A vida cobra sério e realmente não dá pra fugir”. Após voltar do trabalho e concluir sua rotina, Lucy se depara com uma carta toda formal escrita por ninguém menos que a sua própria vida, solicitando que ela ligue para marcar um encontro. Mas com sua mania de deixar tudo para depois, ela ignora o bilhete e evita entrar em contato. Mas quando sua vida quer lhe encontrar, pode ter certeza que ela vai conseguir. E a vida, neste caso, é um homem que não está em sua melhor fase e que exige atenção. Todas as ações de Lucy acabam sendo repercutidas na sua vida e a imagem desse homem representa isso.

Os diálogos de Lucy com sua vida, as trapalhadas dos dois e todas as situações que eles vivenciam juntos são extremamente engraçadas. Vida faz um acordo com Lucy e toda vez que ela contar uma mentira, ele contará uma verdade, e isso nos garante várias cenas cômicas e hilárias, pois para Lucy mentir é tão normal quanto beber água. O melhor de tudo é ver como esses encontros contribuem para o amadurecimento dessa personagem. O livro é leve, comovente e ao mesmo tempo muito divertido. Li muito rápido e o tempo passou voando. Adorei a mensagem por trás da história e o aprendizado que ela me proporcionou. Só não dei 5 estrelas por conta de alguns clichês e o fato da escritora ter corrido um pouco com o final, deixando pequenas lacunas, mas nada que tire o mérito dessa leitura. Eu gostei muito da obra e só tenho a dizer que estou cada dia mais encantada com a escrita da Cecelia (inclusive neste momento em que escrevo estou lendo mais um livro dela. Em breve terá resenha dele aqui no blog também). Recomendo muito esse livro e, por favor, leiam mais obras da Cecelia, porque ela é incrível!

Se gostaram dessa resenha, já leram a obra ou qualquer opinião que tiverem deixem nos comentários aqui embaixo. A opinião de vocês é muito importante para o blog. Até a próxima pessoal =)

terça-feira, 29 de março de 2016

Simon Vs A Agenda Homo Sapiens - Resenha

Título: Simon Vs A Agenda Homo Sapiens
Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrinseca
Ano de Publicação: 2015
Páginas: 270
Gênero: Young adult
Classificação: ✶✶✶✶✶


É verdade que sou curioso, mas não vou telefonar se você não se sentir à vontade para isso. Não vamos surtar por conta disso. E não quero parar de mandar e-mails. Só quero também poder mandar mensagens de texto, como uma pessoa normal.
E SIM, eu quero me encontrar pessoalmente com você. E obviamente, isso mudaria as coisas, mas acho que estou meio que pronto para essa mudança. Talvez seja, sim, uma grande coisa. Não sei. Quero saber os nomes dos seus amigos e o que você faz depois da aula e todas as coisas que não me conta. Quero saber como é a sua voz.
Mas só quando você estiver pronto. E eu jamais conseguiria odiar você. Você não vai me perder. Mas pense nisso. Tá?


Estava passando tranquilamente em uma das livrarias da minha cidade, quando vi essa capa vermelha logo na entrada. Eu não sabia muito bem o que queria comprar. E aí, vi esse título que logo de cara me chamou a atenção: "Simon Vs A Agenda Homo Sapiens". Olhei. Paquerei. Dei uma piscadinha pro livro. E senti que ele me retribuiu todo esse carinho. Aí eu decidi pegar e dar uma olhadinha na sinopse, como quem não quer nada. E me apaixonei. Nunca foi tão fácil decidir o livro que eu queria comprar.

Costumo dizer que "Simon vs A Agenda Homo Sapiens" é um Extraordinário 2 na minha vida. Não é segredo pra ninguém que acompanha o blog que sou extremamente fã das histórias de Auggie e de sua turma. E o Simon, veio e fez jus ao título de protagonista fofo de livros Young Adults. S2

Enfim, o livro conta a história de um garoto chamado Simon (nãããão, jura?) que é gay. Porém, Simon não é assumido. E aí, você pode pensar que o livro é mais um daqueles contos gays que conta toda a história de superação no momento em que um cara homossexual se assume para o mundo, certo? Errado. O livro vai muito além disso e o momento em que o Simon revela sua verdadeira orientação sexual torna-se um mero detalhe na grandeza da história.

Por ser enrustido, Simon acaba não tendo facilidade em conhecer caras. Graças ao Tumblr da escola, ele conhece Blue, um rapaz que assim como Simon, é gay. O legal do livro é que a troca de e-mails entre Simon e Blue acontece de uma forma totalmente anônima. Um não sabe quem é o outro. Simon adota o codinome de Jacques e ficamos curiosos para saber quem é o Blue. Desde o princípio, sabemos que o Blue estuda com o Simon na mesma turma. Somos apresentados ao rol de amigos do garoto e ficamos naquela agonia. E garanto para vocês: Eu nem imaginei que dentre todos os personagens que fomos apresentados, aquele seria o Blue. Pensei em diversos personagens, menos nesse. Mas não vou contar mais para não dar spoiler.

Outro ponto que me encantou neste livro são os amigos de Simon. Diferente de muitos Young Adults que encontramos nas prateleiras das livrarias, a história trabalha muito bem a personalidade dos personagens secundários. Simon tem 3 melhores amigos: Nick, aquele amigo engraçado, nerd, que tem uma garota apaixonada por ele, mas gosta de outra. Leah, a amiga roqueira  mal humorada e Abby, a amiga descolada e bonitona.

        
Das 3 histórias secundárias, gostei muito do arco da Leah. Ela e o Nick são amigos há muitos anos e ele não percebe que a garota é apaixonada por ele. Paralelamente, ele investe em Abby o que faz Leah sofrer e acabar se sentindo excluída do grupo de amigos.

Ele parece murchar. É complicado, porque, embora eu ame a Leah, a presença dela muda tudo. Ela vai ficar mal humorada e resmungona por causa de Nick e Abby, vai reclamar de Midtown. E juro que não sei como descrever, mas a insegurança dela às vezes pode ser contagiosa.
Mas Leah odeia ser excluída.
- Talvez só nós três hoje - diz Nick com cuidado, olhando para o chão.
Dá para ver que ele se sente mal por isso.
- Tudo bem - respondo.
- Tudo bem - diz Abby. - Vamos.

E também temos uma espécie de vilão na história: Martin. No primeiro capítulo do livro, Simon usa o computador da escola para trocar e-mails com Blue e acaba esquecendo de fazer o log-off. Logo em seguida, Martin usa o mesmo computador, lê os e-mails de Simon e acaba descobrindo que o garoto é gay. A partir daí, Martin tentará se aproximar de Simon para que o garoto o apresente a Abby. Sim, teremos uma espécie de chantagem na história.

Simon Vs A Agenda Homo Sapiens é um livro simples, de leitura gostosa e que ao mesmo tempo aborda diversos temas. Foi um achado incrível e estou ansioso para ler mais livros da autora. Fiquei pensando como seria interessante se ela e o David Levithan escrevessem um livro em parceria. Na minha opinião, ficaria incrível.

E quero ressaltar também que o Simon é um personagem totalmente apaixonante. É impossível não rir, chorar, sentir raiva das burradas dele e ao mesmo tempo entender suas atitudes de adolescente. O garoto te conquista de uma maneira, que quando o livro termina você fica louco para saber o que acontece depois. 

Pessoal, espero que tenham gostado da resenha de hoje. Não esqueçam de curtir a nossa página, comentar e compartilhar nossos posts. Essa é a melhor maneira de nos ajudar a divulgar o nosso blog e fazer ele crescer.

Ah, e temos novidade. Provavelmente ainda essa semana, divulgaremos o primeiro vídeo do nosso blog. E está muito engraçado, vocês não podem perder.

Até a próxima. =)

sábado, 19 de março de 2016

Tag - Liebster Award


Olá, caros seguidores.

Hoje, nossa postagem é um pouquinho diferente. Fomos indicados pela blogueira Taynara Mello do Indicar Livros, a participar da Tag "Liebster Award". Depois conheçam o blog da Taynara. Nós somos viciados nas postagens dela e já estamos seguindo suas publicações. Façam o mesmo, tenho certeza que vão gostar.

Regras da Tag:


 Escrever 11 fatos sobre você;
 Responder as perguntas do blog que te indicou para a tag;
 Indicar de 11 a 20 blogs para responderem também a tag;
 Fazer 11 perguntas para os blogs indicados;
 Colocar a imagem da TAG Liebster Award;
 Linkar quem te indicou;

Abaixo, temos alguns fatos sobre a minha pessoa, Guilherme:

11 Fatos sobre Mim:

1. Amo ler;
2. Culinária mexicana e japonesa são meu ponto fraco;
3. Sou muito otimista;
4. Sou meio geek e nerd, adoro video-games e séries;
5. Sou fanático por Pokémon;
6. Não suporto mentiras;
7. Sou extremamente sentimental;
8. Sou taurino com ascendente em Peixes e essa combinação bate extremamente com a minha personalidade;
9. Não sou fã de sorvete nem de doces;
10. Praia. S2
11. Adoro beber uma cervejinha, caipirinha, etc.

E agora, vamos aos 11 fatos sobre a Vivi Cruz (respondido diretamente pelo Whats App, kkk):

1. Amo ler;
2. Sou muito sincera, tento ser neutra as vezes, mas na maioria acabo falando tudo que penso. Não consigo estabelecer um filtro na língua;
3.  Adoro chick lits, eles praticamente ocupam 80% da minha estante;
4. Sou movida à música e quando estou andando sozinha na rua é certeza que estarei com o fone de ouvido;
5. Sonho em fazer várias viagens e conhecer lugares diferentes e isso inclui Londres e atravessar a famosa Abbey Road;
6.Sou beatlomaníaca;
7. Ao contrário do Gui, sou viciada em doces, especialmente sorvete e chocolate;
8. Eu sempre penso 30 vezes antes de fazer alguns coisa e mesmo assim ainda faço várias coisas que me arrependo depois; 
9.Tenho uma filha de 8 anos que adora o blog e não vê a hora de começarmos com os vídeos;
10. Abomino preconceito;
11. Adoro séries, minhas preferidas são: Friends, How I Meet Your Mother, Sex and the city e Gilmore Girls;

E agora, vamos responder as perguntas da Taynara:

1)Qual objetivo do seu blog?

A idéia do blog surgiu de repente. A Vivi Cruz e eu estávamos discutindo sobre livros e percebemos que tínhamos um interesse em comum, em mostrar isso para outras pessoas. Não temos um objetivo específico. Só queremos que nosso blog cresça e que leve muito entretenimento para todos os nossos seguidores.

2)Que blog serve como inspiração pra você?

Gostamos muito do Livros e Fuxicos e do Minha Vida Literária;

3)Qual a vantagem e desvantagem de se ter um blog?

A vantagem é conhecer novas pessoas, novos blogs e saber que tem pessoas que concordam (e discordam também) de nossas opiniões e postagens. A desvantagem é que nem sempre temos tempo para movimentar o blog e isso acaba deixando ele "parado" por alguns dias;

4)O que você acha que deve melhorar no seu blog ou não precisa?

Ainda temos muito para melhorar. Queremos começar logo a divulgar nossos vídeos, ter uma frequência maior de postagens, ter mais pessoas que nos sigam...mas isso vem com o tempo.

5)O que te inspira pra fazer seus posts?

Nada melhor que os livros que lemos. É muito mágico. Terminamos de ler um livro e já queremos vir correndo ao blog divulgar para vocês.

6)Pretende conseguir parceria?

No futuro, pretendemos sim. Mas nosso objetivo agora é fazer o blog crescer com suas próprias pernas.

7)Você se imagina no futuro ainda administrando o blog ou não?

Com certeza.

8)O que mais te faz feliz e satisfeito?

Com o blog, são comentários, compartilhamentos, saber que estamos sendo lidos.

9)Quais as dificuldades que você encontra no blog?

A maior dificuldade hoje, é a falta de tempo. Gostaríamos de postar muito mais do que postamos hoje. Mas com o tempo, temos certeza que tudo irá se acertar.

10)O que te fez criar o blog?

Nós incentivamos muito um ao outro. Tanto na criação, quanto na divulgação e continuidade.

11)Você tem um canal no Youtube? Aborda qual assunto?

Em breve, divulgaremos o canal do "O Tempo Entre Livros". Fiquem ligados nas postagens.


Gente, adorei participar da tag. Muito divertido! Ainda não conhecemos muitos blogs e os poucos que conhecemos, a Taynara já indicou no blog dela para responder a tag. Hahaha.

Espero que tenham gostado e divulguem para que seus amigos conheçam nosso blog.

Obrigado. =)

terça-feira, 15 de março de 2016

Antes de partir desta pra melhor - Resenha

Título: Antes De Partir Desta Pra Uma Melhor
Autora: Jonathan Tropper
Editora: Arqueiro
Ano de Publicação: 2015
Páginas: 251
Gênero: Romance/ Lad Lit
Classificação: ✶✶✶✶✶

   “No marasmo de seu pequeno apartamento no Versailles, um apart-hotel que abriga homens divorciados de meia-idade, a rotina de Drew Silver se resume a jogar conversa fora com os vizinhos e a babar por garotas com metade da sua idade.
Então o destino decide lhe passar a perna. Duas vezes. Primeiro, ele recebe a notícia de que sua filha querida, que acaba de ser escolhida oradora da turma e aceita numa ótima universidade, fez a besteira de engravidar. Em seguida ele descobre que seu coração está nas últimas e precisa ser operado com urgência.
Mergulhado em questionamentos sobre a sua existência, Silver decide fugir do hospital e aproveitar os dias que lhe restam.
Repleto de diálogos irônicos e ao mesmo tempo realistas, Antes de partir desta pra uma melhor é daqueles livros que nos fazem apreciar as coisas boas que surgem em nosso caminho, por menores que sejam”.

Antes de começar a resenha primeiro vou explicar para vocês mais sobre o gênero “Lad lit” que é considerado o masculino de “Chick Lit”. O Chick lit é um gênero mais voltado para o público feminino, porém, muitas vezes é tachado como "livro de mulherzinha", só digo uma coisa: Homens, vocês não sabem o que estão perdendo rs. Os chick lits na maioria das vezes são narrados por mulheres e em algumas vezes a narrativa é intercalada também, normalmente são romances leves, divertidos, narrados em primeira pessoa e que abordam temas que são mais pertinentes ao universo feminino. Já o Lad Lit é narrado por personagens do sexo masculino ou também podem ser intercalados, abordam romances e temas que são pertinentes ao universo masculino. Assim como o chick lit são livros leves e divertidos e a leitura costuma ser bastante fluída. Os livros do gênero nos transmitem aquela sensação de conversa de bar e de proximidade com os personagens e os acontecimentos descritos, e são perfeitos para quem busca um boa descontração. É o meu gênero predileto e praticamente predominante na minha estante rs.

“Antes de partir desta pra uma melhor” nos conta a vida de Silver que é o antigo baterista de uma banda de rock que fez sucesso por uma determinada época por conta de um grande hit que já foi bastante requisitado nas rádios. É o que podemos chamar de banda de uma música só. Porém, tudo que é bom um dia acaba, e após passar um longo tempo no topo da lista de mais desejadas, a música caminha para o esquecimento. Para piorar, o principal integrante da banda acaba saindo e decide seguir carreira solo. Silver permanece com os antigos integrantes, mas agora apenas para tocar em casamentos e demais eventos que não chegam nem perto dos antigos dias de glória. Mesmo a fama tendo sido temporária, ela mexeu bastante com Silver e depois que ela se foi, ele desenvolveu uma depressão e começou a se isolar das pessoas e afastar-se da família e dos próprios objetivos.

Com a aproximação do casamento de sua ex mulher, Denise, de quem já está divorciado há mais de 7 anos e com quem tem uma filha de 18 anos chamada Casey, ele fica ainda mais frustrado e triste com a vida que leva, principalmente por saber que desde o fim do seu casamento, o tempo parece não passar e é como se ele tivesse congelado naquele momento, a impressão que ele tem é que está cada vez mais se afundando em um mar de solidão e autocomiseração. Denise irá se casar com Rick que é um médico rico e boa pinta, e embora Silver sinta-se na obrigação de odiá-lo por estar com a sua ex e ainda amada esposa, ele não consegue, pois além de tudo Rick ainda é uma pessoa legal e que acabou sendo o pai que ele não foi para Casey.  

Os dias de Silver são praticamente iguais, ele passa as tardes na beira da piscina com seus amigos Jack e Oliver observando as jovens universitárias de biquíni. Os diálogos dele com os amigos são muitos engraçados e me arrancaram várias risadas. O Silver é um desses personagens que a princípio poderíamos detesta-lo, pois ele é um pai ausente, não dá a menor atenção para a sua família e é extremamente irresponsável, até consigo mesmo. Mas não conseguimos ter raiva, porque ao mesmo tempo ele é muito carismático, sensível, engraçado e é quase impossível não se simpatizar com o seu jeito de ser. No decorrer da história também são apresentados os motivos que o levaram a se comportar desta forma, e não digo que sejam totalmente justificáveis, mas pelo menos são toleráveis e até digno de pena.

O ponto principal dessa história é o relacionamento entre pai e filha. Logo no início do livro, a filha de Silver descobre que está grávida e agindo contra todas as expectativas a primeira pessoa que ela procura para desabafar é ele, que é o pai ausente e de quem ela vem se distanciando mais a cada dia que passa. Nem o próprio entende o porquê ela foi procurar justo ele para dar essa notícia, mas de qualquer forma ele fica grato por esse pequeno voto de confiança e sente que pode aproveitar esse momento para tentar uma reaproximação. Embora não demonstre isso de forma clara, ele gosta bastante dela e sente muito pelo tempo perdido.

A vida de Silver tem uma reviravolta quando ele sofre um infarto e descobre que está com um sério problema no coração, se não fizer uma cirurgia o mais breve possível irá morrer. Ao receber essa notícia ele diz que não pretende fazer a cirurgia e se mostra relutante em mudar de ideia, e acaba fugindo do hospital acompanhado de seus amigos. A doença de Silver e a preocupação com a sua morte iminente faz como que ele retome antigos laços e comece a pensar no rumo de sua vida, a morte que deveria deixa-lo ainda mais triste, surte um efeito contrário e finalmente ele começa a ver as coisas com mais clareza e se conscientizar dos efeitos que os seus erros e o seu afastamento causaram na vida das pessoas que ama. Mas nunca é tarde para dar a volta por cima, no entanto, o que perdura nesse livro é: Ainda existe tempo para reverter a situação?

Esse foi o primeiro livro que li desse autor e estou completamente curiosa para ler outros livros dele. Adorei os diálogos e o drama vivido por esses personagens. A narrativa do livro é feita em terceira pessoa e a história nos deixa completamente envolvidos, ao mesmo tempo em que ri bastante também tiveram várias passagens que me emocionaram. Ele trata de um tema bastante realista, especialmente nos dias de hoje, que é o divórcio, relacionamento familiar e o impacto que isso causa nos filhos. Inclusive a Casey, que é a filha do Silver é uma personagem que nos conquista logo de início. Alguns capítulos são dedicados a visão que ela tem da separação dos pais e sua opinião sobre Silver. Os diálogos que ela tem com o pai são cheios de ironia e nos despertam várias emoções. E apesar de estar magoada e muitas vezes trata-lo de forma rude, é possível saber que por trás de tudo isso ainda paira a saudade e amor que mesmo tentando camuflar ainda está lá.

O final do livro nos deixa com um gostinho de quero mais, e já adianto que talvez algumas pessoas possam não gostar por achar que ficou um pouco vago, mas eu particularmente achei que ele foi condizente com a história e gostei bastante. Espero que vocês gostem e pra quem está procurando um livro mais divertido e ao mesmo tempo com uma boa carga emocional, eu indico e super recomendo que leiam esse livro. Se gostaram ou já leram esta obra deixem a sua opinião aqui nos comentários. Até breve! J